A águia conduziu gentilmente seus filhotes para a beira do ninho. Seu coração trepidava com emoções conflitantes enquanto sentia a resistência dos pequenos.

Como na tradição da espécie, seu ninho localizava-se no alto de uma saliência, num rochedo escarpado. Abaixo, havia somente o ar para suportar as asas de cada um de seus filhotes.
Apesar de seus medos, a águia sabia que havia chegado a hora. Sua missão materna estava praticamente terminada. Restava uma última tarefa: o empurrão.

“Por que será que a emoção de voar precisa começar com o medo de cair?” – pensou.
Esta pergunta eterna continuava sem resposta para ela.

A águia reuniu coragem através de uma sabedoria inata. Pois enquanto os filhotes não descobrissem suas asas, não haveria objetivos em suas vidas. Enquanto não aprendessem a voar, não compreenderiam o privilégio de terem nascido com asas. Ela sabia o que precisava fazer. Sabia que aquilo era o certo. O empurrão era, na verdade, o maior presente que a águia-mãe tinha para dar-lhes: era seu supremo amor.

E por isso, ela empurrou os filhotes, um a um. E todos voaram.

Reflitamos sobre o verdadeiro ato de amor que, tantas vezes, parece duro diante dos olhos despreparados com que observamos a vida… A ninguém convém o paternalismo. Excesso de proteção desprotege!

Um grande abraço.
Paz e alegria

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Um pouco mais sobre o editor...

Airton Maia

- Fundador & Editor

Oi! Sou Airton Maia, gosto de compartilhar o bem, sou um entusiasta embora sou horrível para escrever, esse foi o intuito desse blog, tentar evoluir e ajudar outros a pensarem diferente cada um no seu tempo.

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